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| Pietro Pirani, que vive com a família na Islândia, costuma ver a aurora boreal em frente ao trabalho — Foto: Pietro Pirani/Divulgação |
Brasileiros na Islândia Vivem a Realidade da Jornada de Trabalho Reduzida
Nos últimos anos, a Islândia tem se destacado por adotar uma jornada de trabalho reduzida, oferecendo aos trabalhadores mais qualidade de vida e bem-estar. O experimento, que inicialmente foi realizado no setor público, mostrou-se um sucesso estrondoso e agora se reflete em um modelo adotado por 86% da população ativa do país.
A redução das horas de trabalho foi implementada sem redução salarial, permitindo que os funcionários trabalhassem entre 35 e 36 horas por semana, ao invés das tradicionais 40 horas. Para muitos brasileiros residentes no país nórdico, como Miriam Guerra Massom, essa mudança representou uma nova perspectiva sobre o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Miriam, que trabalha no Conselho Tutelar da Infância e Juventude de Reykjavik, afirma que, após a redução da jornada, sentiu um grande alívio no estresse e mais tempo para sua família.
Pietro Pirani, outro brasileiro que vive na Islândia, também experimentou a melhoria em sua qualidade de vida. Ele destaca que, no ambiente de trabalho, as prioridades são diferentes: o chefe pode ajustar seu horário para estar com a família sem que isso prejudique a dinâmica do trabalho, algo incomum no Brasil. Para ele, a jornada reduzida trouxe uma maior flexibilidade e a chance de equilibrar suas responsabilidades pessoais, como cuidar do filho pequeno e realizar trabalhos extras como fotógrafo.
Esse modelo de trabalho tem mostrado resultados positivos não apenas em termos de produtividade, mas também em termos de bem-estar dos funcionários. A redução das horas de trabalho não impactou negativamente a entrega dos serviços, e, ao contrário, trouxe um aumento na produtividade, segundo um estudo de 2021 do instituto britânico The Autonomy.
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Com a adoção bem-sucedida da jornada de trabalho reduzida na Islândia, a ideia tem ganhado força em outros países. Espanha, Nova Zelândia e Japão já estão testando modelos semelhantes, o que demonstra que a prática pode ser uma tendência crescente, especialmente após os desafios impostos pela pandemia.
Esse cenário demonstra que a mudança para jornadas de trabalho mais curtas pode ser benéfica não apenas para o trabalhador, mas também para a economia, trazendo mais felicidade, equilíbrio e produtividade. A Islândia, com sua experiência positiva, se apresenta como um exemplo para o mundo, mostrando que é possível repensar as tradicionais jornadas de trabalho sem comprometer a qualidade de vida ou o sucesso econômico.



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