O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22) em sua residência e levado à sede da Polícia Federal em Brasília. Ele passará por audiência com um juiz neste domingo (23).
A prisão foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República concordou com a medida. Segundo a decisão, houve violação da tornozeleira eletrônica e risco de fuga.
Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por descumprimento de medidas cautelares impostas no curso de investigações. Em setembro, ele foi condenado por tentativa de golpe de Estado, mas ainda recorre da decisão.
Risco de fuga e vigília convocada
Moraes afirmou que, por volta de meia-noite deste sábado, houve registro de violação da tornozeleira eletrônica. O ministro também mencionou uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente à casa do pai, o que, segundo ele, aumentaria o risco de fuga.
A decisão ainda cita a proximidade da residência do ex-presidente com o Setor de Embaixadas Sul — local apontado como possível destino de fuga. Em outras ocasiões, Bolsonaro já buscou abrigo temporário em representações diplomáticas.
Moraes também citou parlamentares aliados que deixaram o país para evitar ações da Justiça, reforçando o risco de evasão.
Condução e local onde ficará preso
Bolsonaro foi detido por volta das 6h e conduzido à sede da Polícia Federal. Ele será mantido em uma sala especial, semelhante à utilizada por outras autoridades em situações similares. O espaço possui mesa, cama, banheiro privativo, janela e frigobar.
A defesa do ex-presidente afirmou que a prisão preventiva causa “profunda perplexidade” e representa risco devido aos problemas de saúde de Bolsonaro.
O caso será analisado pela Primeira Turma do STF na segunda-feira (24).
Tags: Jair Bolsonaro, Política, STF, PF, Brasília, Prisão Preventiva
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